Crédito consignado CLT: o que é, como funciona e quem pode contratar
Entenda o Crédito do Trabalhador (eConsignado): margem de 35%, contratação pela CTPS Digital, teto de juros e o que muda na prática para quem é CLT.
O crédito consignado CLT — oficialmente Crédito do Trabalhador, também chamado de eConsignado — é o empréstimo com desconto em folha para quem tem carteira assinada. A parcela sai direto do salário, o que costuma reduzir o risco para o banco e, com isso, a taxa em relação ao crédito pessoal sem garantia.
Este guia explica quem pode contratar, como funciona a margem, o que mudou nas regras de 2026 e o que a Fênix Cred analisa com você antes de seguir para a proposta.
O que é o Crédito do Trabalhador
É um consignado digital regulamentado pelo Ministério do Trabalho e Emprego. A contratação passa pela CTPS Digital e o contrato fica visível para o trabalhador. O desconto mensal é feito pelo empregador na folha, até o limite da margem consignável.
A Fênix Cred é correspondente / intermediadora: comparamos ofertas de instituições parceiras. A taxa final, o prazo e a aprovação saem da análise do banco — não existe valor único “da casa”.
Quem pode contratar
Em regra, o programa vale para quem tem contrato de trabalho ativo sob a CLT. Também entram, conforme a regulamentação vigente, trabalhadores domésticos e algumas categorias com vínculo formal. A elegibilidade concreta depende do eSocial e da margem disponível no momento da consulta.
- Carteira assinada ativa (CLT)
- Margem consignável livre no salário
- Dados cadastrais conferidos na CTPS Digital
- Conta bancária em nome do titular para o depósito
Como funciona a margem de 35%
A margem consignável do Crédito do Trabalhador é de até 35% da remuneração disponível. Isso não significa que você deve usar o teto. A parcela precisa caber no orçamento depois de aluguel, alimentação e outras dívidas.
Se já existe outro consignado ou desconto em folha, a margem livre diminui. Por isso a simulação começa pela consulta da margem — não pelo valor “que você quer levar”.
Juros e teto em 2026
O teto do Crédito do Trabalhador não é um número fixo em lei. A Resolução CGCONSIG/MTE nº 2, de abril de 2026, criou um sistema de monitoramento: o MTE calcula a taxa média praticada no mercado e admite um limite acima dela. Quando a média cai, o teto cai junto — foi o que aconteceu duas vezes entre abril e julho de 2026.
Em junho de 2026, a Resolução CGCONSIG/MTE nº 3 e a Portaria MTE 1.115/2026 fixaram um teto específico de 1,99% ao mês para os contratos que usam as garantias opcionais (saldo do FGTS, multa rescisória e verbas rescisórias).
Desde abril de 2026 o CET não pode ficar mais de 1 ponto percentual acima da taxa de juros mensal contratada. Tarifas de cadastro ou de “abertura de crédito” passaram a ser irregulares. Os encargos permitidos são juros, multa/juros de atraso, tributos e seguro prestamista — este último só com autorização expressa.
Em agosto de 2026 a taxa média divulgada pelo MTE para o consignado CLT ficou perto de 3,2% ao mês, com propostas de mercado indo de cerca de 1,6% a quase 6,9% ao mês conforme banco, prazo e perfil. Média é indicador, não é a sua taxa. O número que vale é o da simulação com o seu CPF e a sua margem — veja o comparativo em taxa de juros do consignado CLT.
Passo a passo da contratação
- Você fala com a Fênix Cred (WhatsApp ou formulário) e informa renda, tempo de casa e valor desejado.
- Consultamos margem e elegibilidade nas instituições parceiras.
- Você compara prazo, parcela e CET — sem compromisso de fechar na hora.
- A autorização e a assinatura seguem o fluxo digital da CTPS / instituição.
- Com o contrato ativo, o valor cai na conta informada e a parcela passa a ser descontada em folha.
O que acontece se você for demitido
As regras de 2026 (Portaria MTE 1.115/2026 e Resolução CGCONSIG/MTE nº 3/2026) detalharam o uso de verbas rescisórias, multa do FGTS e parte do saldo do FGTS como garantia opcional. Sem essa garantia, o saldo devedor não some na rescisão: a instituição pode cobrar o restante pelas vias contratuais. Por isso lemos o contrato com você antes de assinar.
Quando o consignado CLT faz sentido
- Trocar uma dívida cara (cartão, cheque especial) por uma parcela menor e previsível
- Resolver um gasto pontual sem comprometer o limite do cartão
- Evitar empréstimo sem garantia com juros mais altos
Não faz sentido contratar no teto da margem só porque o sistema aprovou. A parcela boa é a que sobra folga no mês.
Perguntas frequentes
Preciso estar com o nome limpo? Não é o mesmo filtro do crédito pessoal. O desconto em folha muda a análise, mas restrições ainda podem pesar. Veja o artigo sobre consignado para negativado.
Consigo simular sem compromisso? Sim. A simulação não é contrato.
A Fênix Cred é um banco? Não. Intermediamos a operação com instituições parceiras e acompanhamos você até o depósito.